O que precisamos considerar para que o uso das tecnologias não seja um factor de exclusão no nosso sistema educativo?
A educação e a tecnologia nunca estiveram antes muito próximas e presentes no sistema educativo Moçambicano como nos dias actuais. Mesmo com a expansão da rede informática e da eclosão digital no nosso país, ou seja, por mais que haja muitos computadores, redes sociais, e-mails e aplicativos, ainda muitos educadores não sabem a melhor forma de utilizar tais tecnologias, na aprendizagem. Para o contexto moçambicano, realmente importa primeiro perceber como funciona o sistema nacional de educação e de com deve ser incorporado as tecnologias no sentido de não criar exclusão.
Moçambique é um país que maior parte da população vive em condições precárias, em que a base de subsistência tem sido a agricultura. Portanto, tem em Moçambique a hidroeléctrica de cahora bassa, o que significa que se produz a própria energia para o país, mas a dura realidade é que existem muitos pontos do país sem cobertura da rede eléctrica da hidroeléctrica de cahora bassa. Falar de tecnologias é entrar num campo em que um dos seus principais focos é rentabilizar e viabilizar o trabalho do homem quer num campo virtual ou real.
Na realidade moçambicana, por mais que as tecnologias estejam sendo abrangentes, nos últimos dias, importa salientar que há factores que ainda precisam ser revistos. Quando se olha para as tecnologias, obviamente olha-se para as cidades, em que a vida tem se tornado quase impossível sem o uso das tecnologias para várias vertentes. Imaginemos para um aluno que vive e estuda nas zonas rurais, em que seus educadores são camponeses ou que não tenham condições e que sobretudo verifica-se muitas vezes que maior parte deles não dispõem de condições para pelo menos garantir a cesta básica para suas famílias, tornará um pouco difícil para este aluno aprimorar as TICs visto, que nem na sua residência e escola possui corrente eléctrica, e nem pelo menos um computador se quer, caso haja um professor de TICs na sua escola provavelmente as aulas na sua maioria poderão ser teóricas.
Se porventura o aluno dar continuidade com os seus estudos na cidade, provavelmente encontrará alunos da sua idade ou mesmo classe mais que provavelmente poderão estar mais evoluídos no que cerne as TICs, e neste contexto por vezes o mesmo pode se sentir excluído da classe social dos outros alunos.
Olhando por essa via, é um desafio grande garantir a equidade nas oportunidades no sentido que o uso das tecnologias não seja um factor de exclusão no nosso sistema educativo.
Outras opções de tecnologias na educação são vídeo aulas, livros digitais, plataforma de exercício online e simulados digitais, percebe-se que não só os alunos das zonas periféricas têm dificuldades nas condições de puder conhecer todos esses conceitos, pois existem funcionários e algumas pessoas das cidades, sendo que algumas ocupam certas posições importantes, que ainda não sabem usar as tecnologias no seu real sentido da palavra. Assim sendo, para que o uso das tecnologias não seja um factor de exclusão no nosso sistema educativo deve-se Intercalar actividades em ambientes off-line e ambientes on-line no sentido de demonstrar bons resultados. Observar a atenção e foco dos alunos, estimular a curiosidade em buscar informações além das apresentadas em sala, são alguns dos benefícios do uso das tecnologias na educação. Além disso, actividades educativas realizadas por meio da tecnologia melhoram o rendimento dos alunos e auxiliam os professores.
Sobre tudo importa perceber que a mudança da era analógica para a digital é um processo, visto que uns são natos outros migrantes digitais, para que não haja tal exclusão importa a digitalização abranger a todos, e os que estão dotados de tais conhecimentos tem a nobre tarefa de ajudar aos outros como forma de aprimorar e rentabilizar as tecnologias. E para as zonas que não reúnem condições e nem há de corrente eléctrica, é um desafio lidar com as TIC nas condições em se encontram, mas sabe-se que futuramente ultrapassar-se-á, por conta do plano do governo que pretende cobrir o território nacional com a rede eléctrica da cahora bassa.